Sónia Barradas
Aqui Onde Canto e Ardo
Abril 2024, Monumento Ao Cante Alentejano
Integrado no projeto «Peças Mirenses II - Como cegonhas nas falésias», Aqui Onde Canto e Ardo constitui o resultado de um trabalho de mediação de públicos, materializado na proposta de um espetáculo teatral com apresentação pública. Trata-se de um projeto de arte participativa, financiado pela Direção-Geral das Artes (DGARTES) e pelo Município de Odemira.
«Aqui Onde Canto e Ardo», parte do poema que o poeta-pintor viseense António Quadros, dedicou ao Alentejo.
A ação passa-se nos idos dos anos 60 e apresenta ao público a vida de Rosa, trabalhadora rural, analfabeta, filha de pai incógnito, e cuja ascensão social é a oportunidade de vir a ser criada de servir. A ficção e os factos vão contando a história dentro da História, ao som do Cante Alentejano - que nasceu do trabalho árduo, da fome e da miséria, em que vivia a esmagadora maioria da população no Alentejo.
Não parece uma história feliz. Pois não. Feliz foi a Revolução da Liberdade que permitiu que a neta de uma mulher assim, hoje escrevesse este espetáculo.
A todas as avós, que não tiveram pai.
Sónia Barradas
DATAS & INFO
Abril 2024
Duração
60 min.
Local
Monumento Ao Cante Alentejano
Parceiros
Creativos
Texto e encenação Sónia Barradas
Vídeo Fábio Mestrinho
Música original Luís Martins
Elenco da comunidade Celeste Mestre, Filipa Bernardo, Helena Ventura, Íris Ferreira, Isabela Silveira, Luís Martins, Pedro Simões, Rita Neves e Sandra Estanqueiro.
Adereços Victor Barradas
Operação e montagem Pedro Rosa
Design Inês da Costa Rodrigues
Produção Catarina Barradas
Agradecimentos
Apoio
CACO - Associação de Artesãos do Concelho de Odemira
Financiamento
Direção Geral das Artes
Município de Odemira